Ibovespa recupera fôlego com trégua no Oriente Médio; veja destaques
O Ibovespa subiu 0,86% na segunda-feira, para 171.906 pontos, e mantém o terceiro dia de recuperação após quedas mais fortes. O índice voltou a operar acima da média de 21 períodos, em 170.982 pontos, e o RSI subiu para 51,26. Porém, logo acima há a média de 50 períodos, na região de 172.560 pontos, e a média de 200, em 174.246 pontos. Segundo a análise, ainda é cedo para falar em mudança de tendência. Na parte de baixo, 167.600 pontos segue como principal suporte.
O mercado reagiu à sinalização dos Estados Unidos de novas sanções financeiras contra o Irã, sem alvos ou prazos concretos e com espaço para negociação. Com isso, o Brent caiu 2,35%, para US$ 92,17, interrompendo seis sessões de alta. Nesta terça-feira, a pressão continua: o Brent trabalha abaixo dos US$ 90 e o WTI recua para a região dos US$ 82. O Estreito de Ormuz segue com fluxo reduzido e a retórica entre os dois países permanece dura, mantendo o risco físico.
No mercado de small caps, o índice SMLL fechou em 2.080 pontos, perto do suporte em 2.069, com o IFR em 45,29. O índice segue abaixo das médias de 21, 50 e 200 períodos, o que indica que a recuperação ainda não é estrutural. O dólar, por sua vez, fechou em 5.166 pontos, abaixo da média de 21, em 5.177, e muito abaixo da média de 200, em 5.384. A região de 5.101 é o principal suporte e 5.177 é a primeira resistência de curto prazo.
Nos Estados Unidos, os futuros operam em leve alta, com S&P 500, Nasdaq e Dow Jones subindo no início da terça-feira. O VIX recua, o que indica redução da aversão ao risco. A Treasury de 10 anos recuou para 4,70% e o título de 30 anos ficou em 5,23%. O Tesouro americano ampliou as recompras de títulos e há possibilidade de usar recursos da Conta Geral para aumentar essa atuação. Se o título de 30 anos voltar acima de 5,27%, o alívio recente perde força.
A semana terá eventos que podem mexer com o mercado: balanço da Nvidia, PCE e PIB americano na quarta-feira, revisão anual do payroll na sexta e o primeiro discurso de Kevin Warsh como presidente do Fed em Jackson Hole. O petróleo segue como ponto de atenção, com impacto sobre Petrobras e outras ações ligadas à commodity, mas uma queda da cotação pode ajudar inflação e ativos de risco de forma mais ampla.
Na disputa entre Estados Unidos e China, o foco está nas cadeias produtivas, especialmente no processamento de terras raras, que a China domina. A capacidade fora do país leva anos para ser construída, o que pode tornar a segurança de oferta mais valorizada. Para o Brasil, há exposição relevante a commodities, mas a leitura é estrutural, sem efeito de curto prazo.

