Eli Lilly entra na carteira internacional da Empiricus; veja por quê
A carteira de ações internacionais (BDRs) da Empiricus Research incluiu a Eli Lilly (LILY34) entre as novidades para agosto. A fabricante do Mounjaro substituiu a Novo Nordisk (N1VO34), farmacêutica responsável pelo Ozempic.…
A carteira de ações internacionais (BDRs) da Empiricus Research incluiu a Eli Lilly (LILY34) entre as novidades para agosto. A fabricante do Mounjaro substituiu a Novo Nordisk (N1VO34), farmacêutica responsável pelo Ozempic.
O analista Matheus Spiess afirma que a escolha considera que a Eli Lilly apresenta “um valuation atrativo e uma sequência de gatilhos relevantes para os próximos meses”, o que pode mantê-la na liderança do mercado.
Spiess destaca três pontos para a entrada das ações da Eli Lilly na carteira: conjunto mais robusto de catalisadores que impulsionem os papéis, maior potencial de valorização e melhor assimetria para o momento.
Em relação aos catalisadores, os avanços recentes podem exemplificar. Os principais produtos de incretinas da empresa, Mounjaro e Zepbound, somaram US$ 14,8 bilhões em receita no 2º trimestre (2T26), quase 65% da receita total da companhia.
A Eli Lilly também lançou o Foundayo, medicamento oral para diabetes, em abril deste ano, além de ter concluído a Fase 3 de estudos da retatrutida. O medicamento é um agonista triplo, capaz de simular o GLP-1, GIP e glucagon, para o tratamento da obesidade e diabetes.
Mesmo assim, em termos de valuation, suas ações seguem negociadas a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, patamar inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3x. Ou seja, as ações podem estar em um bom ponto de entrada para investir.
“Esse desconto, aliado à sólida execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta nossa recomendação em Eli Lilly”, afirma Spiess.
Além da Eli Lilly, a carteira Empiricus BDR conta com mais 11 recomendações. O portfólio inclui ativos internacionais de diversos setores da economia, como tecnologia, saúde, financeiro e energia.