Falha na B3, techs em alta: destaques da sexta-feira (31)
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 1,88%, aos 177.159 pontos, recuperando parte das perdas do dia anterior. O movimento acompanhou a melhora do apetite global por risco após a divulgação…
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 1,88%, aos 177.159 pontos, recuperando parte das perdas do dia anterior. O movimento acompanhou a melhora do apetite global por risco após a divulgação do PCE americano abaixo das expectativas. As ações das grandes exportadoras de commodities deram sustentação ao índice, enquanto o desempenho negativo dos bancos limitou os ganhos.
No cenário doméstico, o mercado acompanhou as articulações eleitorais envolvendo Flávio Bolsonaro e a possibilidade de Tereza Cristina ocupar a vice-presidência da chapa. O quadro fiscal também segue como fonte de preocupação: o terceiro mandato do presidente Lula pode terminar com déficit nominal equivalente a 8,6% do PIB, o maior em mais de duas décadas. A dívida bruta já alcança R$ 10,6 trilhões, ou 81,1% do PIB, e pode chegar a 100% em 2032. As contas do governo central acumularam déficit primário de R$ 92,2 bilhões no primeiro semestre, o pior resultado desde 2020, e de R$ 144,1 bilhões em 12 meses, equivalente a 1,08% do PIB.
No campo corporativo, a Vale registrou lucro líquido de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre, queda de 35% na comparação anual e resultado 27% abaixo das estimativas. O Ebitda pro forma avançou 19%, para US$ 4,066 bilhões. A companhia elevou sua projeção de custo caixa para 2026, anunciou a distribuição de R$ 2,03 por ação em dividendos e juros sobre capital próprio e estendeu seu programa de recompra.
Mercados globais e tecnologia
Nos Estados Unidos, os principais índices registraram forte recuperação na quinta-feira. O Nasdaq avançou 2,8%, o S&P 500 subiu 1,7% e o Dow Jones ganhou 1,2%. A Microsoft liderou o movimento, com alta de 15,5%, seu maior avanço diário desde 2008. A empresa adicionou US$ 484 bilhões ao seu valor de mercado em um único pregão, o maior ganho diário já registrado por uma companhia americana. O Azure cresceu 43% no quarto trimestre fiscal, seu melhor desempenho desde o início de 2022.
A Amazon também surpreendeu positivamente, com receita trimestral de US$ 201 bilhões, avanço de 20%, e lucro por ação de US$ 5,75. A AWS cresceu 37%, acima dos 31% esperados, e alcançou margem operacional de 39%. A Meta, por outro lado, recuou quase 8%, pressionada pela frustração com o lucro e pelas preocupações com os elevados investimentos em IA.
Na Ásia, o destaque foi o salto de 17,9% do Kospi, sustentado pelas valorizações de 28% da Samsung Electronics e de 30% da SK Hynix. No Japão, o Banco Central manteve os juros em 1%, em decisão por oito votos a um, mas adotou comunicação mais firme ao reconhecer que a inflação subjacente pode superar a meta de 2%.
No campo macro americano, o PCE de junho trouxe deflação de 0,11% no índice cheio e avanço de aproximadamente 0,15% no núcleo. O supercore, que exclui habitação do componente de serviços, apresentou desaceleração expressiva, passando de 0,52% para 0,12% no mês. O PIB do segundo trimestre cresceu 1,5% em termos anualizados, abaixo dos 2,0% esperados, prejudicado pelo desempenho da balança comercial e pela variação dos estoques. O consumo das famílias avançou 3,2% e o investimento privado cresceu 3,0%.