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Vivo (VIVT3) cresce receita, mas lucro decepciona no 2T26

A Telefônica (VIVT3), conhecida como Vivo, divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). A empresa registrou crescimento em todas as suas linhas de receita, com exceção dos negócios legados. No…

Vivo (VIVT3) cresce receita, mas lucro decepciona no 2T26
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A Telefônica (VIVT3), conhecida como Vivo, divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). A empresa registrou crescimento em todas as suas linhas de receita, com exceção dos negócios legados. No entanto, o lucro ficou abaixo das expectativas do mercado.

No segmento de Negócio Móvel, a receita foi de R$ 10,2 bilhões, um aumento de 6,6% em comparação com o mesmo período de 2025. O crescimento foi impulsionado pelo avanço de 7,9% no pós-pago, resultado do aumento da base de clientes e da migração para planos de maior valor agregado, o que elevou a receita média por usuário (ARPU). A Vivo foi a única grande operadora que não apresentou desaceleração no crescimento do segmento móvel. A receita com vendas de aparelhos e eletrônicos também cresceu 27,8% na comparação anual.

No Negócio Fixo, a receita cresceu 6%, totalizando R$ 4,5 bilhões. Esse resultado foi sustentado pela expansão de 10,7% na fibra e pelo crescimento de 7,8% em dados corporativos e serviços digitais, que compensaram a queda de 5,8% nos serviços legados. O número de casas conectadas aumentou 11,3%, e a base está sendo convertida para o plano Vivo Total, que tem um índice de cancelamento (churn) mais baixo.

No consolidado, a receita líquida da Vivo atingiu R$ 15,8 bilhões, uma alta de 7,6% em relação ao ano anterior. O aumento nas vendas de aparelhos pressionou as margens, que ficaram abaixo das estimativas. A venda de ativos, devido à migração para o regime de concessão, adicionou cerca de R$ 200 milhões não recorrentes ao Ebitda, que chegou a R$ 6,6 bilhões, um crescimento de 10,9%.

O fluxo de caixa livre apresentou queda de 10,7%, para R$ 2,7 bilhões, devido ao aumento dos investimentos, menor contribuição do capital de giro e aumento dos impostos. O lucro líquido cresceu 17%, para R$ 1,6 bilhão, impulsionado pelo desempenho do Ebitda. Excluindo os efeitos não recorrentes, o lucro ficou abaixo do consenso do mercado, impactado pela pressão nas margens, aumento da depreciação e um resultado financeiro pior que o esperado.

Apesar da queda das ações após a divulgação, a empresa mantém uma recomendação de compra na Empiricus+, devido ao valuation atrativo e aos resultados considerados resilientes.

Outros destaques do mercado

No mesmo dia, o mercado também acompanhou a prévia do resultado do segundo trimestre da Petrobras (PETR4), que reforçou o bom momento da companhia e trouxe perspectivas favoráveis para o pagamento de dividendos. Já o Santander (SANB11) apresentou um resultado considerado ainda pior que o esperado para o mesmo período. O Ibovespa operava com expectativa de um novo corte na taxa Selic, enquanto o preço do petróleo voltava a subir.

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