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Onde investir no boom de Mounjaro e Ozempic

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva aponta que um em cada três domicílios brasileiros tem um morador que usa ou já usou medicamentos como Mounjaro e Ozempic. A popularização dessas canetas emagrecedoras, conhecidas…

Onde investir no boom de Mounjaro e Ozempic
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Uma pesquisa do Instituto Locomotiva aponta que um em cada três domicílios brasileiros tem um morador que usa ou já usou medicamentos como Mounjaro e Ozempic. A popularização dessas canetas emagrecedoras, conhecidas como análogos ao GLP-1, está mudando hábitos de consumo no país.

Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a expansão desses remédios representa uma das teses de investimento mais relevantes para os próximos anos no setor farmacêutico. Ele recomenda as BDRs da Eli Lilly and Company (LILY34) como uma forma direta de se expor a esse mercado.

Spiess afirma que a empresa combina liderança científica, escala global e capacidade comercial, com um portfólio focado em diabetes, obesidade e saúde metabólica. Ele acrescenta que o mercado de canetas emagrecedoras pode se tornar uma plataforma mais ampla, com desdobramentos em obesidade, risco cardiovascular e doença renal.

No início do ano, o Mounjaro, da Eli Lilly, registrou R$ 850 milhões em vendas. Esse valor supera os R$ 453,2 milhões somados pelos três produtos da Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy e Rybelsus), que usam semaglutida como base.

A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, age em dois hormônios (GLP-1 e GIP), o que potencializa sua ação em comparação ao Ozempic. A Eli Lilly tem a patente do medicamento garantida até 2032, enquanto a exclusividade da semaglutida caiu em março deste ano.

Para o analista, mesmo com as ações da empresa sendo negociadas a preços elevados, a Eli Lilly está bem posicionada para capturar o crescimento do mercado de GLP-1 e transformar inovação médica em crescimento de receita e valor para o acionista.