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Lula, tarifaço e guerra Apple vs Nvidia movimentam Ibovespa

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma rodada de consultas com setores afetados pelo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos. O objetivo é avaliar os riscos econômicos…

Lula, tarifaço e guerra Apple vs Nvidia movimentam Ibovespa
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma rodada de consultas com setores afetados pelo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos. O objetivo é avaliar os riscos econômicos e políticos de uma possível retaliação. Com a proximidade das eleições, bancos e gestoras intensificam o monitoramento das convenções partidárias e pesquisas de opinião.

No mercado financeiro, a curva de juros brasileira apresenta estresse. As NTN-Bs já oferecem taxas reais acima de 8%. Esse movimento reflete o aumento do prêmio de risco fiscal, a menor demanda de compradores tradicionais e o desequilíbrio entre oferta e procura por títulos públicos. O calendário eleitoral deve manter esse tema em destaque e ampliar as oscilações nos próximos meses.

O Ibovespa fechou a segunda-feira em queda de 0,20%, aos 173.371 pontos, em uma sessão de baixa liquidez. O mercado oscilou entre sinais de alívio com a possibilidade de negociações entre Estados Unidos e Irã e uma nova rodada de apreensão após declarações mais duras de Donald Trump. No Brasil, as atenções se voltam para o relatório de produção e vendas da Vale, a prévia do IGP-M, o leilão do Tesouro e as próximas falas de Gabriel Galípolo.

Conflito no Oriente Médio

A tensão permanece elevada no Estreito de Ormuz. Um novo ataque a um navio-tanque reforçou as preocupações com o abastecimento global de petróleo. O tráfego marítimo caiu de forma acentuada. Os houthis anunciaram um embargo contra a Arábia Saudita e ameaçaram fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota estratégica para o transporte de energia.

Estados Unidos e Irã trocaram ataques pelo décimo dia consecutivo. Mediadores regionais apresentaram uma proposta de cessar-fogo de dez dias para reativar o acordo provisório firmado no mês passado. Apesar dos riscos geopolíticos, os mercados operavam em alta na manhã desta terça-feira, sustentados pela expectativa de uma possível trégua e pela retomada das compras de ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores.

Algumas instituições avaliam que o Brent pode superar US$ 120 por barril até o quarto trimestre, caso persistam as interrupções no Estreito de Ormuz. O cenário-base, no entanto, projeta preços de US$ 80 no fim deste ano e de US$ 75 no próximo, sob a hipótese de uma desescalada das tensões. Os fluxos de petróleo do Golfo Pérsico caíram para menos de 45% dos níveis anteriores à guerra.

Guerra comercial e mercado dos EUA

Donald Trump intensificou a guerra comercial ao anunciar tarifas adicionais de 50% sobre uma ampla variedade de produtos canadenses. A medida inclui automóveis, bebidas alcoólicas, laticínios e móveis. A previsão é que entre em vigor em 30 dias. A reação inicial dos mercados foi moderada, indicando que os agentes tratam parte dessas ameaças com cautela.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou 0,2% e acumulou a terceira sessão consecutiva de perdas. O Dow Jones caiu 0,6% e o Nasdaq avançou 0,1%. As atenções se voltam para a temporada de resultados, com Alphabet, Tesla e Intel entre os destaques. Cerca de 88% das empresas do S&P 500 que divulgaram seus números superaram as expectativas. O Federal Reserve entrou em seu período de silêncio antes da reunião de política monetária marcada para os dias 28 e 29 de julho.