Petrobras (PETR4): eleições podem afetar ações? Veja análise
A Empiricus Research divulgou na última quarta-feira (1º) a atualização de julho da sua carteira recomendada de dividendos, que manteve alocação na Petrobras (PETR4). No dia seguinte, o Ministério da Gestão e…
A Empiricus Research divulgou na última quarta-feira (1º) a atualização de julho da sua carteira recomendada de dividendos, que manteve alocação na Petrobras (PETR4). No dia seguinte, o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) informou que o lucro das estatais federais subiu para R$ 169,4 bilhões em 2025, uma alta de 45,4% em relação ao ano anterior. A petrolífera sozinha foi responsável por cerca de 65% desse valor, com R$ 110,6 bilhões. Entretanto, mesmo com notícias positivas, os investidores podem se sentir preocupados com a aproximação do período eleitoral.
O analista Ruy Hungria, responsável pela carteira de dividendos da Empiricus, acredita que diferentes pontos apoiam a tese de investimento nas ações PETR4. O primeiro deles é o pré-sal, destacado pelo profissional por ser um “petróleo leve, de ótima qualidade e valor comercial”. Ele também chama atenção para a alta quantidade de óleo disponível e o nível de produção intenso da estatal. Outro ponto levantado pelo especialista é o preço do petróleo. A commodity se manteve em alta no primeiro semestre, principalmente por conta do conflito no Oriente Médio, o que favorece a geração de caixa da estatal. “Além disso, conflitos geopolíticos apenas reforçam sua importância como hedge [estratégia de proteção da carteira]”.
Também fica o destaque para a concentração de investimentos da companhia em sua atividade principal, exploração e produção (E&P), “o que é positivo para a rentabilidade e dividendos”. Hungria também afirma que possíveis interferências políticas são de fato um risco para a Petrobras. Entretanto, esse fator é “mitigado pela Lei das Estatais [13.303/16]”. O analista destaca ainda que a empresa pode ser uma das maiores beneficiadas por uma possível mudança no cenário político após as eleições.
Ainda no cenário eleitoral, a AtasIntel divulgou na última quarta-feira (1º) o resultado de sua mais recente pesquisa em parceria com a Bloomberg. O levantamento traz o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na disputa, com vantagem de 10 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno. Além disso, os próximos meses devem servir de cenário para mais um corte na taxa Selic e para um El Niño com potencial de ser um dos mais fortes já registrados na história.