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BTG volta a apostar na Ambev após 13 anos; veja motivos

Após anos de queda acumulada na bolsa, mas com bons números nos últimos trimestres, a Ambev (ABEV3) voltou às recomendações dos analistas do BTG Pactual. As ações da companhia acumularam queda de…

BTG volta a apostar na Ambev após 13 anos; veja motivos
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Após anos de queda acumulada na bolsa, mas com bons números nos últimos trimestres, a Ambev (ABEV3) voltou às recomendações dos analistas do BTG Pactual. As ações da companhia acumularam queda de cerca de 10% nos últimos 5 anos, mas se recuperaram em 2026, cotadas a R$ 15,60 no fechamento da última quinta-feira (16), uma alta de 12,5% no ano.

De acordo com os analistas do BTG, a mudança de olhar para a Ambev se deve à sua capacidade de impor preço, principal variável que explica sua geração de valor. O ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) da empresa em 2025 se recuperou e foi a 31%, com projeção de chegar a 37% até 2030. “A tese de capacidade de precificação e a tese de ROIC são a mesma tese, e é sobre isso que a atualização está construída”, afirmam os analistas.

Os analistas apontam que a Ambev está em uma posição competitiva favorável. O portfólio da Heineken, sua principal concorrente, tem se mantido “raso”, mesmo com mais de 15 anos de mercado. Enquanto isso, a Ambev trabalha de forma granular nos segmentos core, core plus, entry premium e premium, o que traz mais diversidade entre as faixas de preço. “O portfólio é a vantagem competitiva que falta à concorrência”, mencionam.

O BTG aguarda os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), a serem divulgados no dia 30. Um ponto de atenção é o efeito da Copa do Mundo, que desta vez foi oposto ao esperado: a saída do Brasil e do México nas oitavas de final pode impactar o volume de vendas de bebidas nos dois países. Apesar disso, a percepção dos bons resultados entregues pela Ambev desde 2025 já sustenta a recomendação de compra.

Os analistas apontam que a projeção de queda é amortecida pela posição positiva de Caixa e por um dividend yield de 7%, que pode chegar a um patamar ainda mais alto com as recompras de ações. “A tese não exige uma projeção heroica de volumes nem um retorno às margens máximas; exige apenas que a Ambev preserve o protagonismo de capacidade de precificação que recuperou em 2025”, afirmam.

O BTG acrescentou ABEV3 na carteira recomendada 10SIM deste mês, unindo-se a outras 9 ações consideradas entre as mais promissoras do mercado brasileiro na visão do banco.