Cyrela (CYRE3): margens e caixa fortes no 2T26; ação vale?
A Cyrela (CYRE3) divulgou na quinta-feira (13) seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). A expansão das margens e a geração de caixa foram os pontos de maior destaque no período.…
A Cyrela (CYRE3) divulgou na quinta-feira (13) seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). A expansão das margens e a geração de caixa foram os pontos de maior destaque no período.
Conforme a prévia operacional, a companhia lançou 20 empreendimentos, com R$ 3,84 bilhões em VGV na participação Cyrela e excluindo permutas. O número representa alta de 34% ante o 2T25 e de 120% em relação ao trimestre anterior. As vendas líquidas somaram R$ 2,56 bilhões, avanço de 14% na comparação anual e de 18% frente ao 1T26.
A VSO em 12 meses recuou para 42,8%, ante 51,4% no 2T25 e 44,7% no trimestre anterior. A VSO dos lançamentos ficou em 32%, o que indica absorção razoável diante do forte aumento do volume lançado.
Na demonstração financeira, a receita líquida alcançou R$ 2,48 bilhões, crescimento de 18% frente ao 2T25 e de 23% na comparação trimestral.
Rentabilidade e geração de caixa
A margem bruta atingiu 37,3%, aumento de 2,4 pontos percentuais na comparação anual. A companhia atribuiu a evolução à melhora da rentabilidade da Vivaz e ao aumento da participação do segmento econômico na receita. A expectativa é que esse cenário continue no curto prazo, conforme sinalizado pela estabilidade da margem a apropriar.
As despesas comerciais, por outro lado, subiram 30% na comparação anual, para R$ 294 milhões.
O lucro líquido atingiu R$ 452 milhões, alta de 16% frente ao 2T25 e de 52% em relação ao trimestre anterior, com margem líquida de 18,2%. O ROE dos últimos 12 meses encerrou o período em 20,9%.
A geração de caixa somou R$ 272 milhões no trimestre. Com isso, a dívida líquida ajustada caiu de R$ 2,18 bilhões para R$ 1,91 bilhão. A relação dívida líquida/patrimônio líquido ajustado passou de 19,6% para 16,5%.
Recomendação
A leitura geral do 2T26 é positiva, com aceleração de receita, recuperação de margens e forte geração de caixa. O caixa da companhia deve ser reforçado com a venda extraordinária de ativos non-core, anunciada na última semana.
Com isso, cresce a possibilidade de remuneração adicional aos acionistas, incluindo dividendos. Com P/B de 0,8 vez, as ações de CYRE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.