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EUA discutem tarifaço no Brasil; mercado espera ata do Fed

Os mercados globais operam em tom misto nesta segunda-feira. Os futuros de Wall Street estão em alta após uma semana positiva que levou o Dow Jones a uma máxima histórica. Os investidores…

EUA discutem tarifaço no Brasil; mercado espera ata do Fed
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Os mercados globais operam em tom misto nesta segunda-feira. Os futuros de Wall Street estão em alta após uma semana positiva que levou o Dow Jones a uma máxima histórica. Os investidores se preparam para a retomada das negociações após o feriado de Independência dos Estados Unidos. Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq avançam, as bolsas europeias sobem de forma moderada e a Ásia fechou sem direção única.

Ao longo da semana, as atenções estarão voltadas para a ata do FOMC, as atas do BCE, a cúpula da Otan na Turquia, os desdobramentos da guerra na Ucrânia e a audiência sobre práticas comerciais do Brasil, em Washington. Esta audiência marca a primeira etapa da estratégia tarifária de Donald Trump contra o país. O petróleo começa a semana em queda, pressionado pela decisão da Opep+ de elevar sua produção em 188 mil barris por dia a partir do próximo mês e pelos sinais de normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz.

Brasil entre desaceleração, Selic e ruído comercial

No Brasil, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,74%, recuperando o patamar dos 174 mil pontos. O movimento foi favorecido pelo recuo dos juros futuros em um pregão de liquidez reduzida pelo feriado nos Estados Unidos. Na semana, o índice avançou 0,4% e acumula alta de 8% no ano. A produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio ante abril, frustrando a expectativa de alta de 0,3% e reforçando os sinais de desaceleração.

Nesta semana, o foco se divide entre a agenda doméstica e os ruídos comerciais com os Estados Unidos. Em Washington, começa a audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre as práticas comerciais do Brasil. A investigação, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, pode embasar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A indústria nacional deve argumentar que a medida também prejudicaria os Estados Unidos, ao encarecer insumos e matérias-primas. No Brasil, os principais indicadores serão as vendas no varejo e o IPCA de junho, que podem confirmar a perda de força da economia.

Querendo alguma recuperação

Os futuros americanos apontam para uma recuperação das ações de tecnologia. A expectativa é pelos resultados da Samsung Electronics, que devem funcionar como um teste para o setor de semicondutores. Na semana anterior, o segmento passou por forte realização: o ETF iShares Semiconductor caiu 5,6%. O payroll de junho veio abaixo do esperado, com criação de apenas 57 mil vagas e taxa de desemprego em 4,2%, reduzindo a probabilidade de uma nova alta de juros pelo Fed para cerca de 18%.

Preocupação com o fluxo

O fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz mostra sinais de normalização, reduzindo o prêmio de risco geopolítico. Embora o funeral do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, tenha suspendido as negociações entre Washington e Teerã, os sinais apontam para a continuidade do memorando firmado no mês passado. A Opep+ confirmou um novo aumento de produção, de 188 mil barris por dia a partir de agosto. Com maior oferta, Brent e WTI abriram em queda na Ásia.

Na expectativa pela Cúpula

A cúpula da OTAN na Turquia ocorre em um momento em que os aliados europeus tentam demonstrar a Trump que a permanência dos Estados Unidos na aliança continua sendo estratégica. O foco é apresentar resultados concretos, especialmente o aumento dos gastos militares europeus. A relação permanece delicada: Trump segue cobrando maior contribuição dos aliados. Com a redução das tensões no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia volta ao centro da agenda. Trump deve se reunir com Volodymyr Zelensky em meio à frustração por não ter conseguido encerrar o conflito.

Alavanca de crescimento

A Coreia do Sul tenta transformar o boom da inteligência artificial em uma alavanca de crescimento econômico. Com Samsung Electronics e SK Hynix caminhando para lucros operacionais recorde, o país busca consolidar sua posição no setor de semicondutores e tecnologia, aproveitando a demanda global por chips e componentes para inteligência artificial.