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EUA impõe tarifa de 12,5% sobre importações do Brasil; veja impactos

Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de 10% a 12,5% sobre as importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida substitui a tarifa global temporária de 10% e…

EUA impõe tarifa de 12,5% sobre importações do Brasil; veja impactos
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Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de 10% a 12,5% sobre as importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida substitui a tarifa global temporária de 10% e se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A justificativa apresentada foram falhas no combate ao trabalho forçado nas cadeias produtivas.

A taxação sobre o Brasil foi de 12,5%, que se soma aos 25% já em vigor para grande parte das exportações, totalizando 37,5%. O governo brasileiro classificou a medida como arbitrária e ilegal, anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e iniciará os procedimentos para acionar a Lei da Reciprocidade. Uma lista de 471 produtos, como café, petróleo, gás, fertilizantes, carnes e medicamentos, ficou isenta, o que limita o impacto econômico agregado da medida.

No mercado brasileiro, o Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda de 0,46%, aos 176.724 pontos. O dólar avançou 0,65%, para R$ 5,08. A valorização das ações de Petrobras e Vale ajudou a conter as perdas. A agenda doméstica inclui falas de Dario Durigan e Gabriel Galípolo, reuniões do Banco Central e a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias.

No campo fiscal, Durigan reiterou o compromisso com a estabilização da dívida pública até 2030, com expectativa de superávits primários entre 2028 e 2029. O governo também prorrogou os subsídios de R$ 0,44 por litro para a gasolina e de R$ 1,12 por litro para o diesel, recuando do plano de redução dos benefícios devido à volatilidade dos preços internacionais do petróleo.

Nos Estados Unidos, os mercados entraram em modo de aversão ao risco. O Nasdaq caiu 2,1%, o S&P 500 recuou 1,2% e o Dow Jones perdeu 507 pontos. A pressão foi intensa sobre as grandes empresas de tecnologia. Alphabet e Tesla recuaram 7,1% e 14,5%, respectivamente, após seus resultados ampliarem o ceticismo sobre os investimentos em inteligência artificial. Em contraste, a Intel avançou após divulgar receita de US$ 16,1 bilhões e lucro ajustado de US$ 0,42 por ação.

A escalada no Oriente Médio também pressionou os mercados. O petróleo Brent chegou a US$ 100 por barril após ataques dos houthis a petroleiros sauditas no Mar Vermelho. O preço da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão. A American Airlines reduziu sua projeção de lucro após estimar um aumento de US$ 1,6 bilhão nos custos com combustível. Os rendimentos dos Treasuries de dez anos avançaram para níveis superiores a 4,7%.

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