Gerdau (GGBR4): 2T26 forte; hora de comprar?
A Gerdau (GGBR4) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com destaque para a manutenção da rentabilidade na América do Norte e a retomada da operação brasileira. A divisão do…
A Gerdau (GGBR4) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com destaque para a manutenção da rentabilidade na América do Norte e a retomada da operação brasileira. A divisão do Brasil voltou a apresentar margem operacional de dois dígitos, apoiada na retração de 30% no volume de importação e na melhora dos preços e do mix de vendas.
No comparativo com o trimestre anterior, o volume de aço vendido pela companhia cresceu 2,1% e a receita líquida aumentou 6,6%. O Ebitda totalizou R$ 705 milhões, uma alta de 22%, com ganho de 1,3 ponto percentual (p.p.) de margem.
América do Norte
A operação na América do Norte seguiu com crescimento de volume, manutenção das tarifas de proteção à indústria local e aumento do preço realizado. O volume de aço vendido ficou estável na comparação anual, apesar de ter recuado 1,3% ante o 1T26. A receita atingiu R$ 10,1 bilhões, alta de 10,8% na base anual e de 8,3% na trimestral.
O Ebitda da divisão aumentou 15,4%, para R$ 2,6 bilhões, com margem de 25,7%, um ganho de 1,6 p.p. A expansão da receita e o câmbio favorável compensaram os impactos de custos.
América do Sul
Na América do Sul, o volume de aço vendido caiu 7,8% ante o 1T26, afetado pela antecipação de vendas no Peru no trimestre anterior. A receita líquida somou R$ 1,3 bilhão, uma queda de 8,4%. O Ebitda foi de R$ 205 milhões, com margem de 16%, ajudado pelo câmbio favorável e pela maior eficiência operacional.
Consolidado
No total, a receita líquida subiu 6,9% na comparação anual, para R$ 17,9 bilhões. O Ebitda consolidado atingiu R$ 3,4 bilhões, com margem de 19,2%. O lucro líquido foi de R$ 1,5 bilhão, alta de 44,7% ante o 1T26, com margem líquida de 8,2%. A alavancagem ficou em 0,69x dívida líquida/Ebitda, ante 0,74x no trimestre anterior.
O capital de giro pressionou o fluxo de caixa, que saiu de R$ 286 milhões no 2T25 para R$ 933 milhões. Mesmo assim, o fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 237 milhões, contra um consumo de R$ 772 milhões no mesmo período do ano passado.
Dividendos e recompra
A companhia informou que já concluiu 31% do programa de recompra de ações. Também anunciou a distribuição de R$ 451,3 milhões em dividendos, o que equivale a R$ 0,23 por ação, com pagamento previsto para 11 de setembro.
Com a redução das importações chinesas e as medidas de proteção à indústria brasileira, a operação local começa a apresentar melhora. A empresa mantém projetos de eficiência operacional e margens elevadas na América do Norte. As ações seguem recomendadas, com avaliação de 4,7x EV/Ebitda esperado para o ano.