Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,4 bi no 2T26 e ROE de 24,3%
O Itaú (ITUB4) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026, apresentando números considerados sólidos, apesar de uma desaceleração em relação aos períodos anteriores. O banco registrou um lucro líquido de R$…
O Itaú (ITUB4) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026, apresentando números considerados sólidos, apesar de uma desaceleração em relação aos períodos anteriores. O banco registrou um lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, com alta anual de 7,8%, e um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,3%, um aumento de 1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
A carteira de crédito total do banco cresceu cerca de 10%, com destaque para as operações com pequenas, médias e grandes empresas, além do crédito imobiliário para pessoas físicas. A margem financeira com clientes atingiu R$ 32,5 bilhões, um crescimento de 5,1% em relação ao ano anterior.
Após dois trimestres considerados fracos, a margem financeira com o mercado, área de tesouraria, voltou a superar a faixa dos R$ 900 milhões. O resultado representa uma alta de 8,6% na comparação anual e de 13,6% ante o primeiro trimestre de 2026.
As receitas com seguros apresentaram um crescimento anual de 8,4%. Por outro lado, a receita de serviços foi o ponto negativo, com alta de apenas 2,3%, totalizando R$ 11 bilhões, o que indica um ambiente mais difícil para o repasse de preços de tarifas e uma concorrência maior no setor.
Diante desse cenário, o Itaú revisou para baixo a sua projeção (guidance) para o crescimento das receitas com serviços e seguros. A expectativa anual foi ajustada de 7% para 3,5%, considerando o ponto médio da faixa.
Em relação às provisões, uma das principais preocupações do mercado com o setor financeiro neste trimestre, o Itaú mostrou solidez. O custo do crédito aumentou 7,4% na comparação anual e 1,9% ante o trimestre anterior, mantendo a relação entre custo do crédito e carteira em 2,7%, patamar estável desde junho do ano passado. Os índices de inadimplência, tanto de 15 a 90 dias quanto acima de 90 dias, apresentaram piora de apenas 0,1 ponto percentual.
As despesas operacionais tiveram um aumento controlado de 3,1% na comparação anual, com melhora de 0,6 ponto percentual no índice de eficiência. O banco registrou um lucro operacional de R$ 17,8 bilhões. Para a Empiricus, apesar do ritmo de expansão mais fraco, os números vieram em linha com as expectativas e reforçam a recomendação de compra para as ações do Itaú.