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Empiricus troca Cyrela por Direcional em carteira de dividendos

O cenário econômico brasileiro, que já enfrenta pressão inflacionária e juros elevados por mais tempo que o esperado, ganhou um novo elemento de risco: as eleições presidenciais, marcadas para outubro. Esse contexto…

Empiricus troca Cyrela por Direcional em carteira de dividendos
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O cenário econômico brasileiro, que já enfrenta pressão inflacionária e juros elevados por mais tempo que o esperado, ganhou um novo elemento de risco: as eleições presidenciais, marcadas para outubro. Esse contexto pode complicar as decisões dos investidores. Para quem busca lucros e dividendos independentemente do cenário, a Empiricus atualizou sua carteira de dividendos, com foco nas melhores oportunidades atuais.

Analisando o desempenho das incorporadoras na bolsa, a casa propôs a saída da Cyrela (CYRE3) e a entrada da Direcional (DIRR3) entre as 8 ações selecionadas na carteira.

Por que a Direcional (DIRR3) entrou no lugar da Cyrela (CYRE3)?

As incorporadoras têm chamado a atenção do mercado nos últimos meses. Com juros elevados e pressão inflacionária, o setor está na linha de frente dos impactos. Em julho, ações como Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) estiveram entre as maiores quedas do Ibovespa, mostrando a sensibilidade do setor ao ambiente desfavorável. A explicação principal é que juros mais altos por mais tempo afetam diretamente o volume de financiamentos de imóveis no país.

Segundo os analistas da Empiricus, a Cyrela (CYRE3), que estava na carteira recomendada, também foi um destaque negativo no mês, devido ao cenário macro incerto e aos receios do mercado com a construção civil. Os analistas já haviam dito que a tese estrutural da Cyrela depende de um ambiente de juros mais baixos. “Apesar disso, seguimos construtivos com o setor”, afirmam. Por isso, mantêm uma ação do setor na carteira, mas propuseram a troca por outro nome em um ponto de entrada interessante.

A escolhida foi a Direcional (DIRR3). Os motivos incluem: forte presença no programa Minha Casa, Minha Vida, que segue bem mesmo com a Selic alta devido aos juros subsidiados; bom crescimento, rentabilidade e qualidade operacional; queda de 20% das ações em julho, o que abre oportunidade de compra; e alto potencial de pagamento de dividendos.

O que esperar do cenário macro?

A corrida eleitoral já influencia os preços no mercado. A vitória de um candidato considerado pró-mercado e comprometido com ajuste fiscal pode trazer otimismo para os ativos de risco. O contrário também é possível e parece estar no radar do mercado, segundo as últimas pesquisas de intenção de voto. Para a Empiricus, até o cenário mais desfavorável pode abrir oportunidades de compra, considerando ativos resilientes e de qualidade.

“Com o mercado parecendo precificar algo perto do pior cenário, vemos alguma assimetria positiva a depender do desfecho. Seja como for, apesar de alguns possíveis ventos favoráveis e um valuation atrativo, seguimos sugerindo alocação seletiva em empresas descontadas, geradoras de caixa e que sejam capazes de atravessar até mesmo o pior dos cenários.”

Em 2026 até aqui, a carteira Empiricus Dividendos acumula retorno de 17,7%, contra 10,5% do Ibovespa, com um dividend yield de 6%. A ideia é capturar ganhos com a valorização dos papéis, além dos proventos. O relatório completo com a nova seleção de agosto está disponível gratuitamente na Área Logada da Empiricus, com outros 7 nomes para quem busca dividendos, priorizando previsibilidade de resultados, boa margem de segurança e histórico de distribuição de proventos sustentáveis.

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