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Microsoft (MSFT34) surpreende com lucro recorde de US$ 128,8 bi

A Microsoft (B3: MSFT34 | Nasdaq: MSFT) divulgou na última terça-feira (29), após o fechamento dos mercados, os resultados do quarto trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em junho. Os números…

Microsoft (MSFT34) surpreende com lucro recorde de US$ 128,8 bi
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A Microsoft (B3: MSFT34 | Nasdaq: MSFT) divulgou na última terça-feira (29), após o fechamento dos mercados, os resultados do quarto trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em junho. Os números superaram as projeções dos analistas e, em uma temporada considerada mais exigente, impulsionaram as ações no after-market, que subiram cerca de 9%.

A receita da empresa no trimestre foi de US$ 90,0 bilhões, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior (17% em moeda constante), superando o consenso do mercado, que era de aproximadamente US$ 87,6 bilhões.

Por segmento, a divisão Productivity and Business Processes (P&BP) gerou US$ 37,8 bilhões, alta de 14% na comparação anual. O principal motor de crescimento continua sendo a Intelligent Cloud (IC), com receita de US$ 39,3 bilhões, um avanço de 32% ano a ano. Já a divisão More Personal Computing (MPC) registrou vendas de US$ 12,9 bilhões, uma queda de 4% na comparação anual.

O destaque do balanço foi o Microsoft Azure, que acelerou seu crescimento para 43% na comparação anual. As obrigações contratuais comerciais (commercial remaining performance obligation, ou RPO) saltaram 84%, para US$ 678 bilhões, indicando uma demanda contratada ainda elevada para os próximos períodos.

O aumento dos custos com infraestrutura de nuvem e inteligência artificial pressionou levemente as margens da companhia. A margem bruta ficou em 67,2%, uma queda de 1,4 ponto percentual na comparação anual. A margem operacional encerrou o trimestre em 45,1%, alta de 0,2 ponto percentual. A divisão P&BP continua sendo a mais lucrativa, com margem próxima de 58%, um aumento de 0,5 ponto percentual.

O lucro líquido ajustado, que exclui o impacto das participações na OpenAI, totalizou US$ 35,3 bilhões, ou US$ 4,74 por ação ajustada, uma alta de 23% na comparação anual. O valor ficou acima do consenso, que era de aproximadamente US$ 4,24 por ação.

No acumulado do ano fiscal de 2026, a receita total da Microsoft foi de US$ 331,8 bilhões, alta de 18% na comparação anual (16% em moeda constante). A divisão Productivity and Business Processes somou US$ 140,0 bilhões (+16% a/a), enquanto a Intelligent Cloud avançou para US$ 137,8 bilhões (+30% a/a), consolidando-se como o principal motor de expansão. A More Personal Computing ficou praticamente estável, em US$ 54,1 bilhões (-1% a/a), refletindo a fraqueza relativa de Windows, dispositivos e Xbox.

A Microsoft Cloud acumulou US$ 214,4 bilhões no ano (+27% a/a), e o Azure cresceu 41% no ano fiscal. A margem bruta consolidada do ano ficou em 67,9% (-0,9 p.p. a/a), enquanto a margem operacional avançou para 46,8% (+1,2 p.p.), com lucro operacional de US$ 155,2 bilhões (+21% a/a). O lucro líquido ajustado do ano fiscal chegou a US$ 128,8 bilhões, equivalente a um lucro por ação ajustado de US$ 17,28, alta de 22% na comparação anual.

Com base nos resultados, a recomendação para as ações da Microsoft (MSFT34) é de compra. A empresa negocia a cerca de 18 vezes os lucros projetados para os próximos 12 meses, enquanto a média dos últimos cinco anos está próxima de 28,5 vezes.

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