Santander (SANB11): lucro cai 20% no 2T26 e frustra mercado
O Santander divulgou nesta quarta-feira (29) seus resultados do segundo trimestre de 2026, que vieram abaixo do que o mercado projetava. O banco registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões no período,…
O Santander divulgou nesta quarta-feira (29) seus resultados do segundo trimestre de 2026, que vieram abaixo do que o mercado projetava. O banco registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões no período, uma queda de 20% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
Os analistas já esperavam números fracos, por causa da carteira de crédito de menor qualidade e dos juros elevados. Mas o desempenho entregue pela instituição ficou ainda pior do que as estimativas.
A carteira de crédito cresceu 5,8% em relação ao 2T25, puxada pela financeira e pelas pequenas e médias empresas. A receita total, porém, caiu 2,7% na mesma base de comparação, somando R$ 20,7 bilhões. A Margem Financeira com Clientes foi impactada pelo custo de captação mais alto, reflexo dos juros elevados, e por um mix de crédito pior. As receitas com serviços também recuaram 1,9%, com quedas em seguros (-4,8%), corretagem (-15%) e operações de crédito (-8%).
As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) subiram 20,6%, para R$ 7,6 bilhões, acima das projeções. A inadimplência ficou praticamente estável em relação ao primeiro trimestre, em 3,33% tanto para atrasos de 15 a 90 dias quanto para mais de 90 dias. Parte dessa estabilidade, no entanto, veio de uma mudança na metodologia de cálculo.
O controle das despesas operacionais foi o ponto positivo do trimestre. Os gastos cresceram apenas 2,6% na comparação anual, abaixo da inflação. Mesmo assim, o índice de eficiência piorou 2,4 pontos percentuais, chegando a 39,3%.
O lucro operacional antes dos impostos caiu 45%, para R$ 2,5 bilhões. O lucro líquido recuou menos, graças a um ganho na linha de impostos. Sem esse efeito, a queda teria sido ainda maior.
Desempenho reforça cautela
Com retorno sobre patrimônio (ROE) de 12,5% e um cenário que deve seguir difícil, a Empiricus mantém cautela com o Santander. Para a casa, o Itaú segue como a preferência entre os grandes bancos, por causa do histórico de execução e da perspectiva de bons resultados independentemente do cenário macroeconômico.