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Sebrae leva 190 startups ao maior evento industrial

Pequenas empresas e startups do Brasil estão apresentando soluções em inteligência artificial e sustentabilidade na maior feira de tecnologia industrial do mundo. Com apoio do Sebrae, 190 micro e pequenas empresas e…

Sebrae leva 190 startups ao maior evento industrial
Foto: Divulgação/Hannover Messe

Pequenas empresas e startups do Brasil estão apresentando soluções em inteligência artificial e sustentabilidade na maior feira de tecnologia industrial do mundo. Com apoio do Sebrae, 190 micro e pequenas empresas e startups participam da Hannover Messe 2026. A feira teve abertura oficial no domingo, 19 de abril, e segue até o dia 24, em Hannover, na Alemanha.

Na abertura do evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil foi o primeiro parceiro da Feira de Hannover. Ele disse que a indústria e a inovação são prioridades da política de desenvolvimento do país, com foco na economia verde e na indústria 4.0. Lula mencionou que, com o acordo entre União Europeia e Mercosul, o Brasil pode ajudar a Alemanha a economizar energia, destacando que 90% da energia do país é limpa.

O presidente também falou sobre a importância de usar a inteligência artificial para reduzir o analfabetismo e a fome no mundo. O primeiro-ministro alemão, Frederic Merz, reforçou a relação entre os dois países e as possibilidades que o acordo comercial deve trazer.

Durante a visita à Alemanha, devem ser assinados cerca de dez acordos. As iniciativas anunciadas abrangem áreas como defesa, inteligência artificial, inovação, infraestrutura, pesquisa climática, energia, bioeconomia, economia circular, financiamento climático e cooperação tecnológica.

Na cerimônia de abertura, o prefeito de Hannover, Belit Onay, ressaltou a relevância do Brasil como parceiro. Ele afirmou que o país é o principal país econômico da América do Sul e que o mercado será ampliado. Esta é a segunda vez que o Brasil alcança o status de país parceiro da feira. A primeira foi em 1980.

O presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, destacou que o Brasil é hoje um dos melhores países para investir no mundo. Ele ressaltou a importância da política industrial brasileira para o desenvolvimento da economia. Soares citou a Nova Indústria Brasil, iniciativa liderada pelo presidente Lula, na qual o Sebrae participa junto ao MDIC. Até 2027, 200 mil empresas serão atendidas no país, sendo 80 mil MPE da área da indústria apoiadas pelo Sebrae, disse ele.

Soares acrescentou que essa política deve gerar mais tecnologia, inovação, eficiência e produtividade. A Alemanha é a maior economia da Europa e a terceira do mundo. É também a quarta maior parceira comercial do Brasil. A corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 20,9 bilhões em 2025. O estoque de investimentos diretos alemães no Brasil foi estimado em US$ 38,5 bilhões em 2024.

A Hannover Messe é realizada desde 1947 e reúne tendências globais em digitalização, sustentabilidade, energia e inovação. A participação do Brasil é organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O evento ocupa uma área com mais de dez pavilhões. Expositores e representantes de empresas de vários países podem trocar informações, conhecer e apresentar tecnologias e fechar negócios. Na edição de 2026, a feira deve reunir mais de 130 mil visitantes. Cerca de 4 mil expositores e representantes de 60 países estão presentes, consolidando o evento como uma vitrine estratégica para conexões e negócios globais.

A participação brasileira enfoca a geração de novas oportunidades de mercado para as empresas nacionais. A presença em um evento deste porte permite que pequenos negócios mostrem suas inovações a um público internacional. O setor industrial busca constantemente novas tecnologias para ganhar eficiência, e as soluções em inteligência artificial e práticas sustentáveis estão em alta demanda. A feira serve como um ponto de encontro para líderes de indústria, investidores e formuladores de políticas de diversos países. O objetivo é fomentar parcerias que possam impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a transformação digital dos setores produtivos. Para as empresas brasileiras, é uma chance de se integrarem a cadeias de valor globais e atraírem investimentos estrangeiros.