Energia nuclear: o futuro da transição energética?
O Empiricus Podca$t deste sábado (13) aborda o retorno da energia nuclear às discussões de mercado. O programa conta com a participação de Jean Miranda, analista do BTG Pactual, e Matheus Spiess,…
O Empiricus Podca$t deste sábado (13) aborda o retorno da energia nuclear às discussões de mercado. O programa conta com a participação de Jean Miranda, analista do BTG Pactual, e Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research.
A energia nuclear não é um tema frequente entre os brasileiros e pode ser estigmatizada. No entanto, a discussão voltou ao radar global em meio aos conflitos no Oriente Médio. Com as tensões entre EUA e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, o mundo ficou exposto à dependência dos insumos de energia da região.
A demanda global por eletricidade continua crescendo, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial e dos veículos elétricos. Para atender essa alta demanda em um cenário de conflitos, a energia nuclear voltou a ser considerada uma alternativa viável.
Segundo Jean Miranda, o mercado de energia nuclear estava “relativamente estagnado” nas últimas três décadas. O resgate de sua relevância se dá por três fatores: a alta demanda por energia na corrida pela IA, a transição energética e a segurança energética em um cenário geopolítico estressado.
No caso da inteligência artificial, os analistas afirmam que “a IA precisa de energia limpa”, mas fontes como a eólica são intermitentes demais. No âmbito geopolítico, com a oferta de petróleo em risco, “segurança energética se torna o eixo estratégico mais relevante”, segundo Matheus Spiess.
Spiess também destaca que a energia nuclear é “verde”, embora não seja sustentável devido ao urânio. Para ele, a fonte faz parte do “mote de diversificação energética” global e não pode ser ignorada na migração para energias verdes.
Para o investidor brasileiro, Spiess indica que há maneiras de aplicar recursos nessa tese por meio de contas internacionais. É possível encontrar investimentos temáticos ligados ao urânio, principal matéria-prima da energia nuclear. Os analistas consideram que o investidor não poderá fugir desse tema no longo prazo.