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Ibovespa: Copom e balanço do Itaú movimentam mercado

Os mercados globais operam em alta nesta terça-feira, impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia e pela expectativa com a temporada de resultados. No cenário internacional, a atenção se volta para o…

Ibovespa: Copom e balanço do Itaú movimentam mercado
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Os mercados globais operam em alta nesta terça-feira, impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia e pela expectativa com a temporada de resultados. No cenário internacional, a atenção se volta para o relatório JOLTS nos Estados Unidos, além dos dados da balança comercial e das encomendas à indústria. No Japão, a proposta de redução do imposto sobre alimentos segue no radar. A temporada de balanços traz números de empresas como Caterpillar, McDonald’s, HSBC, BP, AMD e o primeiro balanço da SpaceX desde sua abertura de capital.

No Brasil, o Ibovespa fechou a segunda-feira praticamente estável, aos 178 mil pontos. A queda dos juros futuros deu suporte ao mercado, mas o recuo das ações de commodities impediu um avanço maior. A Petrobras caiu 0,85%, acompanhando a baixa do petróleo, enquanto a Vale recuou 2,15%, pressionada pelo minério de ferro e pela demanda chinesa. Os grandes bancos, por outro lado, ajudaram a limitar as perdas do índice.

Copom e balanço do Itaú

Nesta terça-feira, o mercado acompanha o início da reunião do Copom, a divulgação da produção industrial de junho e o balanço do Itaú Unibanco. A expectativa majoritária é de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% ao ano. O foco, porém, está na comunicação do Banco Central sobre os próximos passos. A inflação mais baixa, a desaceleração da atividade e a queda do petróleo abriram espaço para discussão de nova redução em setembro, cenário já incorporado pelo Boletim Focus.

As expectativas de inflação acima da meta, os riscos fiscais e as incertezas eleitorais, no entanto, recomendam cautela. A Instituição Fiscal Independente estima que o governo pode ultrapassar a Regra de Ouro em R$ 288 bilhões em 2026, o que reforça as preocupações com a dívida pública. A deterioração fiscal mantém o prêmio de risco elevado e limita o espaço para cortes mais profundos nos juros.

Wall Street em alta

Os mercados americanos começaram agosto em forte alta, com o Dow Jones renovando máxima histórica, o S&P 500 subindo 1,5% e o Nasdaq avançando 2,1%. As grandes empresas de tecnologia, as chamadas “Magnificent Seven”, foram as principais responsáveis pelo movimento, somando US$ 1,77 trilhão em valor de mercado em três pregões. A Amazon superou pela primeira vez a marca de US$ 3 trilhões.

A queda do petróleo, o recuo dos rendimentos dos títulos públicos e os balanços acima do esperado sustentaram a alta em vários setores. O crescimento dos lucros das empresas do S&P 500 está entre 35% e 40%, acima das projeções iniciais. O PMI industrial do ISM subiu para 55,6 pontos em julho, o maior nível desde maio de 2022, com expansão da produção, novas encomendas e emprego.

Os riscos seguem presentes, como as tensões no Estreito de Ormuz e os próximos dados do mercado de trabalho. John Williams, do Federal Reserve, disse que a política monetária está bem-posicionada, mas que o banco central poderá agir caso os indicadores não confirmem a desinflação.

Fusão no setor farmacêutico

A possível fusão entre AstraZeneca e Bristol Myers Squibb foi recebida com cautela, e as ações da companhia britânica caíram cerca de 7%. Se a operação avançar, a nova empresa pode chegar a US$ 400 bilhões em valor de mercado, tornando-se a quarta maior farmacêutica do mundo. A AstraZeneca vive fase de crescimento, enquanto a Bristol Myers enfrenta desaceleração com a expiração de patentes. A combinação ampliaria a presença da AstraZeneca nos Estados Unidos, mas passaria por análise rigorosa das autoridades antitruste.

Intervenção no iene

Estados Unidos e Japão realizaram uma rara intervenção coordenada para sustentar o iene, a primeira desde 1998. A participação americana atende a interesses próprios, como reduzir o risco de venda de Treasuries pelo Japão e limitar a vantagem competitiva de uma moeda muito depreciada. O iene se valorizou, mas parte dos ganhos já foi devolvida. O patamar de 155 ienes por dólar é um teste para a sustentabilidade do movimento. Uma recuperação duradoura da moeda dependerá de disciplina fiscal no Japão e de uma normalização monetária mais firme do Banco do Japão.

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