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Ibovespa: Selic a 14% e acordo no Golfo; veja destaques

O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo dessa magnitude. O comunicado reconheceu a moderação da atividade econômica e da inflação, mas manteve…

Ibovespa: Selic a 14% e acordo no Golfo; veja destaques
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O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo dessa magnitude. O comunicado reconheceu a moderação da atividade econômica e da inflação, mas manteve tom cauteloso diante do mercado de trabalho aquecido, das expectativas desancoradas, das incertezas fiscais e do ambiente externo. A comunicação preservou flexibilidade para as próximas decisões, embora continue compatível com mais uma redução de 25 pontos-base em setembro, o que levaria a taxa a 13,75% ao final de 2026.

No Brasil, o Ibovespa encerrou a sessão praticamente estável, na região dos 177,7 mil pontos, após um pregão volátil em que chegou a tocar os 180 mil pontos, mas perdeu força nas horas finais, acompanhando a desaceleração das bolsas de Nova York e o recuo das ações de Petrobras e Bradesco. O dólar também apresentou pouca variação, cotado a R$ 5,13.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones avançou 0,5%, com alta de 263 pontos, e registrou sua terceira máxima consecutiva de fechamento e a 24ª do ano. O índice acumula valorização de 5,3% em cinco pregões, seu melhor desempenho nesse intervalo desde abril de 2025. Em contraste, o S&P 500 recuou 0,2%, enquanto o Nasdaq caiu 0,8%, pressionados pela fraqueza de algumas das chamadas “Magnificent Seven”, especialmente Alphabet, Microsoft, Amazon e Tesla.

Na economia, o ISM de serviços permaneceu praticamente estável em julho, aos 54,1 pontos, ligeiramente abaixo do consenso, mas apresentou uma composição mais forte. O componente de novos pedidos avançou para 57,5 pontos, enquanto o índice de preços pagos subiu para 70,3. Em sentido contrário, o componente de emprego recuou para 47,4 pontos.

No Federal Reserve, Lisa Cook avaliou que os riscos continuam mais concentrados na inflação e admitiu apoiar uma elevação dos juros caso o processo de desinflação perca força, embora tenha defendido a manutenção da taxa em julho. Mary Daly também respaldou a estabilidade dos juros e ressaltou a necessidade de aguardar novos dados, mas alertou que uma nova aceleração dos preços poderá exigir uma resposta mais firme da política monetária.

Irã e Omã afirmaram ter avançado na definição de uma rota destinada a ampliar a navegação pelo Estreito de Ormuz, embora ainda não exista um acordo formal nem tenha sido confirmado com os Estados Unidos. Um comunicado conjunto estaria em fase final de elaboração, e uma das propostas em discussão prevê maior participação iraniana na coordenação do tráfego de embarcações que ingressam no Golfo Pérsico, sem a cobrança de pedágios.

O avanço das negociações ganhou relevância diante da crescente pressão sobre Donald Trump para encontrar uma saída para o conflito. Ainda assim, o ambiente permanece frágil, com Teerã impondo condições para prosseguir nas conversas e os houthis intensificando os ataques no Mar Vermelho. Apesar da persistência dos riscos geopolíticos, o petróleo apresentou uma reação contida, refletindo a expectativa de reabertura da principal rota de exportação de energia do Oriente Médio. Ontem, o Brent avançou 0,11%, para US$ 79,45, ainda acumulando perdas próximas de 10% na semana.

Um acordo duradouro poderia aliviar as pressões inflacionárias e tornar o cenário mais favorável ao Federal Reserve, especialmente após a criação de apenas 44 mil vagas no setor privado americano em julho, abaixo das 65 mil esperadas pelo mercado. Mesmo assim, os investidores permanecem cautelosos, tanto pela incerteza em torno das negociações quanto pela postura ainda pouco conhecida do novo presidente do Fed, Kevin Warsh.

As ações de tecnologia da Ásia atravessam um período de volatilidade excepcional, com as oscilações do índice de tecnologia da MSCI Ásia-Pacífico alcançando a maior intensidade desde 2009. Após avançar 4,2% em um único pregão, o indicador recuou 3,2% no dia seguinte, enquanto SK Hynix e Samsung lideraram a queda de 4,6% do Kospi, que já acumula desvalorização de 31% desde a máxima registrada em junho. O movimento ganhou força após a divulgação de projeções e resultados abaixo das expectativas por SanDisk e Western Digital, ampliando as dúvidas sobre o ritmo de expansão da cadeia de semicondutores.

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