Galaxy Digital dispara 30% na contramão do Bitcoin
O mercado de criptomoedas enfrenta um período de dificuldades, com o Bitcoin (BTC) caindo abaixo de US$ 64 mil e atingindo a marca de US$ 59,1 mil na semana passada. Cerca de…
O mercado de criptomoedas enfrenta um período de dificuldades, com o Bitcoin (BTC) caindo abaixo de US$ 64 mil e atingindo a marca de US$ 59,1 mil na semana passada. Cerca de US$ 1,8 bilhão em apostas alavancadas foram liquidadas em uma única sessão.
Enquanto o BTC despencava, a Galaxy Digital (Nasdaq: GLXY), empresa de serviços financeiros do setor cripto, chegou a subir 30% no pico intraday da segunda-feira (8). No dia 5 de junho, o Morgan Stanley começou a encaminhar seus clientes de gestão de patrimônio em cripto para a Galaxy.
Clientes que já possuem BTC, ETH ou SOL podem entregar esses ativos à Galaxy, que cria novos ETPs (produtos negociados em bolsa) de cripto à vista e os devolve para a conta de corretagem do cliente. Essa troca em espécie elimina a tributação sobre a venda.
As taxas cobradas pela Galaxy, de 15 a 25 pontos-base por conversão, não devem impulsionar a receita de imediato. No entanto, cada corretora ou gestora que encaminha operações para a Galaxy representa um passo para a empresa se integrar ao sistema financeiro tradicional no setor de criptomoedas.
O CEO da Galaxy, Mike Novogratz, destacou o potencial do Helios, campus de data centers para inteligência artificial (IA) da companhia no Texas. A empresa pretende transformar o projeto no maior campus de data center único dos Estados Unidos.
A CoreWeave, empresa de infraestrutura para IA, já garantiu toda a capacidade inicial de 800 MW (megawatts) do projeto por meio de um contrato de arrendamento de 15 anos. O acordo deve gerar mais de US$ 1 bilhão em receita anual para a Galaxy. O campus possui 1,6 GW (gigawatts) de capacidade aprovada, com potencial para alcançar 3,5 GW em fases futuras.
A expectativa é que a receita do Helios comece a aparecer nos resultados do segundo trimestre da Galaxy. O mercado está prestes a enxergar a empresa não apenas como ligada ao setor cripto, mas também como uma operação de infraestrutura para IA.
Mercado de criptomoedas e ETFs de Bitcoin
O Bitcoin caiu abaixo de US$ 63 mil pela primeira vez desde fevereiro, com forte pressão vendedora de investidores de longo prazo. Carteiras que não movimentavam fundos há mais de 155 dias venderam cerca de US$ 2,4 bilhões nos primeiros dias de junho. Esse movimento desencadeou aproximadamente US$ 1,5 bilhão em liquidações de posições compradas alavancadas.
Os ETFs spot de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 3,4 bilhões em apenas uma semana, encerrando um período de 13 dias consecutivos de resgates, que somaram US$ 4,37 bilhões. Trata-se da maior sequência de retiradas desde o lançamento desses produtos, no início de 2025.
Segundo analistas da Presto Research, a queda está relacionada à concorrência de ativos como ouro e ações ligadas à inteligência artificial, enquanto investidores revisam expectativas sobre possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve nos EUA. A volatilidade implícita de 30 dias atingiu o maior nível desde abril.