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Ibovespa hoje: Copom e balanço do Itaú movimentam mercado

Os mercados globais operam em alta, com a recuperação das ações de tecnologia e a expectativa pela temporada de resultados. As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem em andamento, segundo Donald…

Ibovespa hoje: Copom e balanço do Itaú movimentam mercado
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Os mercados globais operam em alta, com a recuperação das ações de tecnologia e a expectativa pela temporada de resultados. As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem em andamento, segundo Donald Trump, que classificou a proposta americana como uma “última chance”. Nos EUA, a agenda traz o relatório JOLTS, a balança comercial e as encomendas à indústria.

No Japão, a atenção está nas políticas fiscal e monetária, após a proposta de Sanae Takaichi de reduzir o imposto sobre alimentos. A temporada de balanços inclui resultados de Caterpillar, McDonald’s, HSBC, BP, AMD e o primeiro balanço da SpaceX desde sua abertura de capital. No Brasil, o foco está na produção industrial, no início da reunião do Copom e nos resultados de Itaú, Gerdau e outras empresas após o fechamento.

Balanço do Itaú e reunião do Copom

O Ibovespa fechou a segunda-feira praticamente estável, aos 178 mil pontos. A queda dos juros futuros deu suporte, mas o recuo das empresas de commodities impediu um avanço maior. As ações da Petrobras caíram 0,85%, com a baixa do petróleo após a trégua entre EUA e Irã. A Vale recuou 2,15%, pressionada pelo minério de ferro e pela demanda chinesa. Os bancos, por outro lado, ajudaram a limitar as perdas.

Nesta terça-feira, o mercado acompanha o início da reunião do Copom, a produção industrial de junho e o balanço do Itaú Unibanco. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14% ao ano. O foco, porém, está na comunicação do Banco Central sobre os próximos passos. A inflação mais baixa e a queda do petróleo abriram espaço para discutir nova redução para 13,75% em setembro, cenário já incorporado pelo Boletim Focus.

As expectativas de inflação acima da meta, riscos fiscais e incertezas eleitorais pedem cautela. A Instituição Fiscal Independente estima que o governo pode ultrapassar a Regra de Ouro em R$ 288 bilhões em 2026. A deterioração fiscal mantém o prêmio de risco alto, limita cortes mais profundos de juros e deixa os ativos brasileiros vulneráveis a perdas de confiança.

Wall Street em alta

Os mercados americanos iniciaram agosto em alta. O Dow Jones renovou máxima histórica, o S&P 500 subiu 1,5% e o Nasdaq avançou 2,1%. As “Magnificent Seven” somaram US$ 1,77 trilhão em valor de mercado em três pregões, e a Amazon superou US$ 3 trilhões pela primeira vez. A queda do petróleo, o recuo dos rendimentos dos títulos e balanços acima das expectativas sustentaram a alta em vários setores.

O crescimento dos lucros das empresas do S&P 500 está entre 35% e 40%, acima das projeções. O PMI industrial do ISM subiu para 55,6 pontos em julho, o maior nível desde maio de 2022, com produção, novas encomendas e emprego em alta. Os custos e a inflação ainda pedem atenção, assim como as tensões no Estreito de Ormuz. John Williams, do Federal Reserve, disse que a política monetária está bem posicionada, mas o Fed pode agir se os dados não confirmarem a desinflação.

Fusão no setor farmacêutico

A possível fusão entre AstraZeneca e Bristol Myers Squibb surpreendeu o mercado. As ações da companhia britânica caíram cerca de 7%. Se a operação avançar, a empresa resultante pode valer quase US$ 400 bilhões e se tornar a quarta maior farmacêutica do mundo. A AstraZeneca vive fase de crescimento, enquanto a Bristol Myers enfrenta desaceleração com a expiração de patentes. A combinação ampliaria a presença da AstraZeneca nos EUA e criaria o maior portfólio de medicamentos contra o câncer. Uma transação desse tamanho deve passar por análise antitruste rigorosa.

Intervenção no iene

Estados Unidos e Japão fizeram uma intervenção coordenada para sustentar o iene, a primeira desde 1998. A participação americana também atende a interesses próprios: reduzir o risco de o Japão vender Treasuries, limitar a vantagem competitiva de uma moeda fraca e ampliar o poder de negociação de Washington. O iene se valorizou, mas parte dos ganhos já foi devolvida. O patamar de 155 ienes por dólar é um teste importante. A intervenção tende a dar alívio temporário sem mudanças nos fundamentos. Uma recuperação duradoura depende de disciplina fiscal no Japão e de uma normalização monetária mais firme do Banco do Japão.

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