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Ibovespa: IPCA-15, Copom e Oriente Médio no radar

A semana que se inicia traz uma agenda econômica carregada para os investidores. No Brasil, o destaque fica com a divulgação do IPCA-15, a ata do Copom e o Relatório de Política…

Ibovespa: IPCA-15, Copom e Oriente Médio no radar
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A semana que se inicia traz uma agenda econômica carregada para os investidores. No Brasil, o destaque fica com a divulgação do IPCA-15, a ata do Copom e o Relatório de Política Monetária. No cenário internacional, as atenções se voltam para as negociações entre Estados Unidos e Irã na Suíça e para a inflação nos EUA.

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram na Suíça, apesar de terem começado sob forte tensão. Isso ocorreu após Donald Trump renovar ameaças de ataques militares caso Teerã não contenha a atuação do Hezbollah no Líbano. Alguns sinais de progresso ajudaram a aliviar os preços do petróleo, que recuam nesta manhã diante da percepção de menor risco imediato. A normalização do tráfego marítimo, no entanto, ainda é complexa e sujeita a novas interrupções.

No restante do cenário internacional, os mercados reagiram de forma mista. Na Colômbia, a eleição apertada de Abelardo de la Espriella marcou uma guinada à direita após quatro anos de governo de esquerda. No Reino Unido, Keir Starmer anunciou sua renúncia, reforçando a instabilidade política britânica. Na Ásia, as bolsas subiram impulsionadas pelo avanço de empresas ligadas à inteligência artificial.

Expectativas para o mercado brasileiro

No Brasil, a semana será marcada pela tentativa do mercado de compreender melhor a comunicação do Banco Central. Isso ocorre após o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano. O comunicado do Copom foi interpretado como mais dovish do que o previsto ao manter aberta a possibilidade de novos cortes, mesmo com a inflação acima da meta e riscos fiscais relevantes.

Essa leitura levou à abertura da curva de juros, sobretudo nos vencimentos mais longos. Nesse contexto, a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária e a coletiva de Gabriel Galípolo e Paulo Picchetti serão fundamentais para esclarecer se houve apenas um problema de comunicação ou se o BC está mais inclinado a seguir reduzindo os juros.

Os principais vetores para melhorar as expectativas do mercado passam por uma comunicação mais clara sobre o horizonte relevante da política monetária e os cenários de inflação. Caso a ata e o relatório reforcem o compromisso com a meta de inflação, parte dos prêmios embutidos na curva de juros poderá ser devolvida.

Além disso, o IPCA-15, a pesquisa Focus, os dados do setor externo e a Pnad Contínua ajudarão a calibrar a percepção sobre inflação, câmbio, atividade e mercado de trabalho.

Agenda nos Estados Unidos

Wall Street entra na última semana completa de junho com uma agenda concentrada em três frentes: inflação, inteligência artificial e bancos. O destaque será a divulgação do PCE de maio, na quinta-feira, indicador de inflação preferido do Federal Reserve. A expectativa é de aceleração, especialmente no núcleo, que exclui alimentos e energia.

Os investidores também acompanharão os pedidos de bens duráveis e as falas de John Williams, presidente do Fed de Nova York. Na quarta-feira à noite, o Fed divulgará os resultados dos testes de estresse dos bancos americanos, incluindo JPMorgan, Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley.

No campo corporativo, a Micron será o principal evento da semana, com balanço previsto para quarta-feira. O resultado pode reforçar o rali das empresas de tecnologia, mas também traz a preocupação de que a alta dos custos de memória possa pressionar os preços de bens duráveis.

Eventos da Nvidia e da Qualcomm devem trazer novas leituras sobre as tendências de IA. O Prime Day da Amazon e promoções de concorrentes servirão como um teste da demanda do consumidor americano. Os resultados de FedEx e Carnival também ajudarão a medir a força da economia.