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Meta: lucro com IA? Ações sobem 9%

A Meta (M1TA34) anunciou que planeja monetizar sua infraestrutura computacional ociosa por meio do Meta Compute. A notícia fez as ações da empresa subirem 9% na última quarta-feira (2). Inicialmente, o aumento…

Meta: lucro com IA? Ações sobem 9%
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A Meta (M1TA34) anunciou que planeja monetizar sua infraestrutura computacional ociosa por meio do Meta Compute. A notícia fez as ações da empresa subirem 9% na última quarta-feira (2).

Inicialmente, o aumento dos recursos para capacidade computacional seria apenas para fins internos. As novas exigências do mercado para empresas de tecnologia que querem investir em inteligência artificial alteraram os planos da companhia.

O fim de junho trouxe mudanças para a tese da inteligência artificial. O setor saiu de um ambiente guiado pela euforia para outro em que resultados, margens e retornos sobre investimento passam a definir quais empresas continuarão na liderança.

Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o momento é um convite à disciplina. Os investidores precisam “separar empresas com demanda real, poder de preço e geração de caixa daquelas sustentadas por narrativa”.

Entre as companhias que expandem o hardware para IA, como Amazon e Microsoft, a Meta era a única que não possuía um produto para monetizar essa capacidade diretamente. Por causa disso, os papéis da Meta foram punidos pelo mercado. Em abril, as ações caíram 13% após a empresa divulgar planos de “investir agressivamente” em inteligência artificial. Em junho, as ações recuaram 5% após notícias sobre a venda de ações para financiar novos investimentos em IA.

Essas quedas aconteceram pela desconfiança dos investidores em relação à capacidade da Meta de monetizar os investimentos bilionários em infraestrutura para IA. Segundo a Bloomberg, o Meta Compute será focado em monetizar o excesso de poder computacional ocioso.

Apesar de ainda estar em planejamento, a linha deve ter duas frentes principais. “Na primeira, desenvolvedores pagariam para acessar modelos de IA hospedados na infraestrutura da Meta, semelhante às ofertas de nuvem da AWS”, explica Spiess. Na segunda, “a empresa venderia capacidade bruta de processamento, como fazem CoreWeave e Nebius, as chamadas neoclouds”.

A notícia pesou sobre as ações da CoreWeave e Nebius, que recuaram na faixa de 14% a 17% na última quarta-feira (2). Spiess aponta que ainda existem incertezas, já que a estratégia pode mudar, mas “a existência de capacidade computacional disponível, combinada à demanda crescente de outras empresas por poder de processamento, cria uma oportunidade importante”.

Por esse motivo, a Meta (M1TA34) é um dos ativos escolhidos por Spiess para a carteira IA Cash da Empiricus de julho. A carteira reúne 13 ativos, entre ações e criptomoedas, que visam capturar oportunidades de investimento na área de inteligência artificial.