Startups expandem para novos polos de inovação
Um estudo do Observatório Sebrae Startups, baseado no perfil das mil empresas selecionadas para o Prêmio Sebrae Startups 2025, mostra a liderança da região Sudeste, puxada por São Paulo, no ecossistema de…
Um estudo do Observatório Sebrae Startups, baseado no perfil das mil empresas selecionadas para o Prêmio Sebrae Startups 2025, mostra a liderança da região Sudeste, puxada por São Paulo, no ecossistema de inovação do país. O levantamento também destaca o avanço de polos fora do eixo tradicional, com ênfase em Santa Catarina e em estados que atuam como referências regionais no Nordeste, Centro-Oeste e Norte.
O Sudeste concentra 40,2% das startups selecionadas, com 423 empresas. Sozinho, São Paulo representa 25,3% do total, com 268 startups. Minas Gerais vem em seguida, com 84 representantes.
O destaque do relatório é a Região Sul, especialmente Santa Catarina, que aparece em segundo lugar no ranking nacional, com 156 startups. O estudo também aponta a importância das chamadas “âncoras regionais”: Pernambuco, que lidera o Nordeste e é o 7º no geral; o Distrito Federal, 8º lugar e referência no Centro-Oeste; e o Pará, 17º lugar e primeiro do Norte.
Busca por investimento
Segundo o relatório, 81,3% das startups buscam ativamente investimento para acelerar a expansão. Apesar disso, 56,4% nunca captaram capital de risco e dependem de recursos próprios (24,7%) ou de editais públicos (21,4%). As que já receberam aportes somam 23,6%, divididas entre investimentos anjo (14,3%) e rodadas seed ou Série A (9,3%).
Em termos de volume, 21,1% das startups captaram acima de R$ 500 mil. O diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, afirmou que o fato de mais de 80% buscarem investimento, mas mais da metade ainda não ter captado, mostra a necessidade de fortalecer conexões com o mercado de capital, especialmente fora dos grandes centros.
Maturidade das startups
Mais de 90% das selecionadas estão em fases de validação, tração, crescimento ou escala. A fase de tração representa 46,7%, com clientes pagantes e indicadores em crescimento. Cerca de 66,1% das empresas têm mais de três anos de operação, já superando o chamado “vale da morte”.
Em faturamento, 42,5% faturam entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões por ano. Outras 22,9% faturam entre R$ 81 mil e R$ 360 mil, e 20,8% estão em estágios iniciais de monetização. Apenas 14% não apresentaram receita.
O modelo de receita recorrente mensal (MRR) é seguido integralmente por 58,9% das startups. O modelo SaaS é usado por 37,2% e o de assinatura por 23%.
Modelo de negócio e tecnologia
O modelo B2B predomina, com 67,3% das startups. O B2B2C aparece com 14,7%, o B2C com 10,7% e o B2G com 4,2%. O software é o produto principal de 55% das empresas. Produtos físicos somam 11,6% e hardware 3,2%.
Em relação à inteligência artificial, 28,3% usam APIs ou serviços prontos de IA com alto nível de personalização. Cerca de 30% desenvolvem tecnologias proprietárias de IA e dados, sendo que 18,5% estão em fase de escalabilidade e 12,4% já usam em produção. O estudo revela que 12,9% das startups ainda não utilizam IA.