3 investimentos estratégicos pós-acordo EUA-Irã
Na última quarta-feira (17), os presidentes dos Estados Unidos e Irã, Donald Trump e Masoud Pezeshkian, assinaram um acordo de paz na guerra no Oriente Médio. O documento já está em vigor…
Na última quarta-feira (17), os presidentes dos Estados Unidos e Irã, Donald Trump e Masoud Pezeshkian, assinaram um acordo de paz na guerra no Oriente Médio. O documento já está em vigor e trouxe 14 pontos que devem ser tratados por ambos os países.
Entre os principais tópicos do acordo está o fim imediato da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano, a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos. O acordo também estabeleceu um prazo de 60 dias para que os países negociem a questão nuclear, além de prever a liberação de fundos iranianos no exterior e um programa de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã.
Nos mercados, o impacto positivo foi observado nos preços. Com a iminência da decisão e a confirmação do acordo, o petróleo tipo Brent caiu mais de 9% ao longo desta semana. Na quinta-feira (18), a commodity era negociada na casa dos US$ 79, patamar visto pela última vez em 3 de março deste ano. Os principais índices ao redor do mundo operavam no positivo. O S&P500 subia 1,12%, enquanto o Nasdaq apresentava alta de 1,94%. No Japão e na Europa, as bolsas também indicavam alívio, com o Nikkei 225 e o Euro Stoxx50 subindo 1,65% e 0,29%, respectivamente.
Apesar da recepção positiva, Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, aponta que o acordo “está longe de encerrar as incertezas que cercam a região”. O analista avalia que o conflito evidencia um movimento de consolidação de uma nova ordem global. Nesse cenário, três teses de investimento são estratégicas.
Nova ordem global tripolar
Matheus Spiess chama a atenção para o “volume sem precedentes de investimentos” em três frentes: inteligência artificial, defesa e transição energética. Ele aponta que, só em 2026, os gastos públicos e privados nessas três áreas já somam US$ 10 trilhões, com expectativa de adicional de aproximadamente US$ 6 trilhões até o fim da década. Para Spiess, esse comportamento reflete uma transformação estrutural, descrita como um novo superciclo global de investimentos.
Um dos principais motores para o crescimento dessas teses vem de uma mudança na forma como o mundo se organiza. O analista aponta que está surgindo uma estrutura descentralizada, em que diferentes blocos econômicos e geopolíticos se unem para defender os próprios interesses. Surgem divergências sobre temas como comércio internacional, governança da internet, regulação da inteligência artificial, o papel dos EUA na arquitetura global e apoio à Ucrânia.
“Nesse ambiente, a geopolítica deixa de atuar apenas como fonte de risco e passa a desempenhar um papel cada vez mais relevante como direcionadora dos fluxos de capital”, afirma Spiess. Segundo ele, o investimento não deve se pautar apenas nos fundamentos econômicos tradicionais, mas também nas prioridades geopolíticas que moldarão a próxima fase do crescimento global.
A Empiricus lançou a Carteira Empiricus Megatendências, que utiliza ETFs (Exchange Trade Funds) listados na B3 para oferecer exposição diversificada. Atualmente, a carteira conta com 14 ativos que posicionam o investidor nos temas globais, incluindo defesa, inteligência artificial e transição energética. O acesso é gratuito por meio do BTG Content, plataforma de publicações do BTG Pactual. O BTG Pactual também disponibiliza a carteira automatizada, onde as alterações sugeridas por Spiess são realizadas automaticamente.