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Eli Lilly: receita do 2T26 surpreende com Mounjaro e Zepbound

A Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) nesta quarta-feira (5). A receita total somou US$ 23 bilhões, alta de 48% na comparação…

Eli Lilly: receita do 2T26 surpreende com Mounjaro e Zepbound
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A Eli Lilly (B3: LILY34 | NYSE: LLY) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) nesta quarta-feira (5). A receita total somou US$ 23 bilhões, alta de 48% na comparação anual. O número ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 20,7 bilhões.

O crescimento foi puxado pelo avanço de 60% no volume de medicamentos vendidos, com destaque para o Mounjaro e o Zepbound. Esse aumento foi parcialmente compensado pela queda de 13% nos preços dos produtos.

Na China, o Mounjaro passou a integrar a National Reimbursement Drug List (NRDL) no início do ano. A lista oficial de medicamentos reembolsados pelo sistema público ampliou o acesso ao tratamento e impulsionou as vendas, embora com preços negociados em níveis mais baixos. Nos Estados Unidos, a pressão refletiu os cortes de preço do Zepbound para pacientes que pagam sem cobertura de planos de saúde.

Números do trimestre

Entre os principais medicamentos, concentrados em metabologia, oncologia e doenças autoimunes, a receita alcançou US$ 15,7 bilhões, alta de 76%. O Mounjaro faturou US$ 9,9 bilhões (+91%), enquanto o Zepbound somou US$ 4,9 bilhões (+46%). Juntos, os dois representam quase 65% da receita total da companhia.

O Foundayo, medicamento oral para diabetes tipo 2, estreou entre os principais produtos, com receita de US$ 98 milhões. Fora da área metabólica, os medicamentos de imunologia, oncologia e neurociência registraram crescimento de 121% na receita.

Nos Estados Unidos, a receita atingiu US$ 14,4 bilhões (+33%). As operações internacionais somaram US$ 8,6 bilhões, alta de 80%.

A margem bruta ajustada ficou em 86,3% da receita, avanço de 1,3 ponto percentual na comparação anual. A performance margin ajustada, métrica própria da Lilly que corresponde à margem bruta menos despesas com P&D e comerciais, atingiu 54,8% no trimestre, alta de 8,9 pontos percentuais em relação ao 2T25.

O lucro líquido ajustado foi de US$ 7,5 bilhões. O lucro por ação ajustado alcançou US$ 8,38, alta de 33% na comparação anual.

Guidance para 2026

A Lilly elevou a faixa de receita para 2026 para US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões, antes projetada entre US$ 82 bilhões e US$ 85 bilhões. A projeção da performance margin foi ajustada para 49,0% a 50,5%. A expectativa de lucro por ação ajustado foi reajustada para US$ 35,50 a US$ 36,50.

No pipeline, a companhia concluiu o pacote de estudos de Fase 3 da retatrutida para obesidade. Os estudos demonstraram benefícios no tratamento da apneia obstrutiva do sono e da dor causada pela osteoartrite de joelho. A empresa pretende protocolar o pedido de aprovação junto à FDA no primeiro trimestre de 2027.

A companhia também pediu aprovação do Foundayo nos EUA. Na Europa, o Jaypirca, tratamento de leucemia linfocítica crônica, foi aprovado para uso em qualquer linha de tratamento. Nos EUA, o Ebglyss, medicamento para dermatite atópica, passou a poder ser administrado a cada oito semanas como terapia de manutenção.

Avaliação das ações

A Lilly segue negociada a 27,7 vezes os lucros projetados para os próximos 12 meses. O patamar é inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3 vezes. O desconto, aliado à execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta a recomendação da Empiricus nas carteiras internacionais da casa.

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