Fiagros: a ponte entre investidor e o agro brasileiro
Lançados em 2021, os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) permitem que investidores pessoa física exponham seus portfólios a ativos ligados ao agronegócio brasileiro com apoio de gestão profissional. O…
Lançados em 2021, os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) permitem que investidores pessoa física exponham seus portfólios a ativos ligados ao agronegócio brasileiro com apoio de gestão profissional.
O agronegócio é uma das principais forças da economia brasileira. Somente em 2025, o setor respondeu por 25% do PIB do país e 48% do valor total das exportações, segundo números do Cepea e da CNA.
Produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias precisam de capital para custear safras, adquirir insumos e máquinas, ampliar a armazenagem e investir em tecnologia e infraestrutura, afirma Caio Araújo, analista da Empiricus Research.
Os Fiagros surgem como forma de complementar a captação de recursos para o setor. Por meio deles, produtores e investidores se unem. Para o setor, representam uma fonte adicional de capital. Para o investidor, oferecem uma forma de acessar uma das atividades mais relevantes da economia brasileira.
Um Fiagro tem como objetivo captar recursos de investidores para aplicar em ativos que fomentam o agronegócio brasileiro. Ainda não são muito conhecidos do amplo público de investidores pessoa física. Atualmente, possuem cerca de 600 mil investidores ativos.
Os investidores podem receber remunerações prefixadas ou pós-fixadas, indexadas principalmente ao CDI ou ao IPCA. Os Fiagros são negociados em bolsa de valores, assim como os fundos imobiliários (FIIs).
A depender da estratégia, um Fiagro pode investir em certificados de recebíveis, cotas de outros fundos, debêntures, direitos creditórios, LCAs e CRAs. Esses títulos podem estar expostos a empresas e produtores de grãos, açúcar, etanol, proteínas e outros insumos.
Caio Araújo aponta que há maior ocorrência de fundos voltados a títulos de crédito, especialmente CRAs. Na prática, a maior parte dos Fiagros negociados em bolsa se concentra em crédito. A exposição do investidor costuma estar ligada à capacidade de pagamento de produtores, cooperativas, tradings, usinas, frigoríficos e empresas de insumos.
Entre as vantagens para o investidor estão a diversificação de carteira, acesso pelo home broker com liquidez diária, isenção de Imposto de Renda para Fiagros negociados em bolsa e gestão profissional.
Fiagros são considerados investimentos de renda variável e acompanham a volatilidade da bolsa de valores. Cada Fiagro se expõe aos riscos dos ativos nos quais investe. Fundos que investem em terras e imóveis rurais estão sujeitos a riscos como vacância e liquidez. Os que investem em títulos de crédito são expostos a riscos como inadimplência dos credores.
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Assim como os Fiagros, os fundos imobiliários (FIIs) também oferecem acesso a um setor específico da economia com gestão profissional. Os FIIs investem em ativos do mercado imobiliário, como lajes corporativas, shoppings e galpões logísticos. Eles também são negociados em bolsa e podem distribuir rendimentos isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, seguindo regras específicas. Ambos os tipos de fundos permitem que o investidor diversifique sua carteira com um investimento inicial menor do que seria necessário para adquirir os ativos diretamente.