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Berkshire (BERK34) dobra lucro no 2T26; veja destaques

No segundo trimestre de 2026, a Berkshire Hathaway (B3: BERK34 | NYSE: BRK/B) apresentou seus primeiros resultados sob o comando do novo CEO, Greg Abel, que sucedeu Warren Buffett após 60 anos…

Berkshire (BERK34) dobra lucro no 2T26; veja destaques
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No segundo trimestre de 2026, a Berkshire Hathaway (B3: BERK34 | NYSE: BRK/B) apresentou seus primeiros resultados sob o comando do novo CEO, Greg Abel, que sucedeu Warren Buffett após 60 anos à frente da empresa. O balanço veio acima das expectativas do mercado, indicando que a transição ocorre sem grandes sustos para os investidores.

A receita total do conglomerado somou US$ 101,81 bilhões no período, um crescimento de 10% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O número ficou acima das projeções de analistas, que esperavam cerca de US$ 95,3 bilhões.

Destaques por segmento

A área de Seguros, considerada o coração da holding, seguiu como o principal motor de receita, contribuindo com US$ 88,50 bilhões, uma alta de 10% na comparação anual. O avanço foi puxado pelas receitas de vendas e serviços, que subiram 15,4%, e pelas receitas de locação, com crescimento de 15,1%. Por outro lado, os prêmios de seguros tiveram alta modesta de 1,3%, enquanto a linha de juros e dividendos registrou leve queda de 2,4%.

Apesar do resultado forte, a operação sofreu alguma pressão. A sinistralidade da GEICO aumentou 4,8 pontos percentuais, chegando a 76,6%. O desempenho da HomeServices, voltada ao mercado imobiliário, também ficou abaixo do esperado, refletindo o impacto dos juros elevados no setor.

Na área de utilities, a receita atingiu US$ 13,31 bilhões. A BNSF, divisão de transporte ferroviário de cargas na América do Norte, viu sua receita crescer 14,6%. Já a BHE, que atua na geração, transmissão e distribuição de energia, registrou alta de 5,7%.

Carteira de investimentos

A linha de ganhos com investimentos, que inclui a variação do valor da carteira de ações e derivativos, registrou um ganho não operacional de aproximadamente US$ 16,08 bilhões. Isso representa uma valorização de 152,8% frente ao mesmo período do ano anterior. A carteira inclui posições em empresas como Alphabet, American Express, Apple, BofA e Coca-Cola, que juntas somam 66% do total investido em ações.

O valor total dos investimentos em ações da Berkshire era de cerca de US$ 323,8 bilhões, o equivalente a 25,6% dos US$ 1,263 trilhão em ativos totais da holding.

A margem operacional da frente de Seguros ficou em 22,4%, uma expansão de 2,5 pontos percentuais na comparação anual. A área de Utilities apresentou margem de 9%, 3 pontos percentuais acima do registrado um ano antes. A margem operacional consolidada, sem considerar os ganhos com investimentos em ações, chegou a 12,75%, um aumento de 0,69 ponto percentual. Quando os ganhos com investimentos são incorporados, a margem salta para 31,3%.

Lucro e caixa

O lucro líquido atribuível aos acionistas dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo US$ 25,67 bilhões, o que equivale a um lucro por ação classe B de US$ 11,91. Grande parte desse resultado foi impulsionada pelos ganhos não operacionais.

A companhia encerrou o trimestre com um caixa de US$ 365,5 bilhões, um dos maiores de sua história. Esse montante reflete uma postura cautelosa diante das avaliações de mercado e uma forte geração operacional.

Diferente de Buffett, Greg Abel acelerou a alocação de capital. A empresa recomprou cerca de US$ 4,5 bilhões em ações da própria Berkshire, encerrando uma sequência de 14 trimestres consecutivos de vendas líquidas. Também ampliou a exposição à Alphabet, com recompra de aproximadamente US$ 10 bilhões em ações da companhia. Além disso, concluiu a aquisição da OxyChem, produtora de químicos industriais, e anunciou a compra da Taylor Morrison, construtora residencial americana.

Os aportes dos clientes na área de seguros atingiram US$ 177,5 bilhões, o que permite à empresa investir capital a um custo praticamente zero ou negativo, um diferencial competitivo que permanece intacto.

Em termos de valuation, a Berkshire negocia perto de 1,5 vez o valor contábil, patamar considerado justo e alinhado com a média histórica recente. A expectativa é que a montanha de caixa continue sendo um catalisador para novos aportes, aquisições e outras operações de alocação de capital.

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